Preço de serviço não deve nascer de um palpite nem ser copiado de uma tabela antiga. Você precisa saber quanto o trabalho consome, quais custos entram na operação e qual margem torna o serviço sustentável.
A fórmula básica do preço
Comece separando quatro grupos: custos diretos, tempo de execução, despesas de operação e margem desejada. Uma forma simples de organizar é:
Preço = custos diretos + mão de obra + despesas rateadas + margem
O cálculo não precisa ser complicado. O importante é registrar as premissas para conseguir explicar o valor e repetir o método no próximo atendimento.
1. Liste os custos que pertencem ao serviço
- Materiais: itens consumidos, comprados ou reservados para aquele cliente.
- Terceiros: ajudante, aluguel de equipamento ou serviço especializado.
- Deslocamento: combustível, pedágio, estacionamento e tempo de viagem.
- Taxas: meios de pagamento, plataforma ou emissão que realmente incidem sobre a venda.
2. Converta seu tempo em valor
Estime as horas de preparação, deslocamento, execução e acabamento. Depois divida o valor mensal que você precisa gerar pelas horas produtivas que consegue vender. Não use todas as horas do mês: vendas, compras, organização e períodos sem atendimento também existem.
3. Inclua margem e apresente o escopo
A margem remunera o risco, o capital parado e o crescimento do negócio. Em vez de esconder tudo em um número único, descreva o escopo, os materiais, o prazo e o que não está incluído. Clareza reduz negociação baseada apenas no preço.
Checklist antes de enviar
- Confirme as medidas e condições do local.
- Separe material, mão de obra e despesas adicionais.
- Defina validade, prazo e forma de pagamento.
- Revise se a margem continua positiva depois das taxas.